segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SERENOU

Serenou
Minh'alma serenou
Minha face serenou
Meus músculos, orgãos, pele
Meu espelho serenou

O sangue continua vermelho
A lágrima da cor do rio
A íris num tom indefinido

Serena
O espaço em que pousam meus pés já é mais concreto, mas verde
A cabeça continua na lua, coitada...

Ando por aí serena, cigana
Serena por estar cansada
Serena por ser abandonada, afastada, esquecida
Serena por estar caminhando só por aí...

Borboleta saindo do casulo
Orvalho na manhã
Cheiro de assado na casa da avó
Criança no colo do pai
Cabelo com cheiro de creme
Toque do violão
Serenei, enfim

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