quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PALAVRAS



Embaixo da minha língua moram as palavras...
Mas que palavras??
Aquelas que imediatamente ganham a corrente sanguínea e se alojam ali, logo ali
No fígado, no coração
Grudadas, resistem a sair
Que palavras são essas?
Que raio de palavras são essas? Teimosas, indiscretas

Palavras, ora bolas, são linguagem, TEM que ter sentido!
O que fazer quando não tem?
Quando são apenas palavras... Soltas, vagas, vazias de significado...
Notas soltas de um violão desafinado...
Que insisto em tocar
Alice, perdida na Terra do Nunca...
Tal é o presente pra quem teima em sonhar
E prefere o Nunca a se maravilhar

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