quinta-feira, 17 de maio de 2012

CADÊ A CHAVE?


Estava indo pra minha aula de ioga.
Me deparo com meu banheiro infestado por baratas.
Eram baratas pequenas, sorte a minha, mas mesmo assim eram baratas.
Onde será que deixei  aquele spray inseticida que guardo pra situações de crise como essa?
Sumiu! Sim, Murphy existe...
Minha dedetização estava em dia (teoricamente), mas as danadas acharam que meu banheiro ainda era mais seguro que as entranhas do meu prédio recém dedetizado.
Resolvida a catástrofe das baratas, enfim, a aula de ioga.
Chamo o elevador. Ih! Esqueci de checar se sem querer tranquei a gata no armário (ela tem mania disso).
Volto, o elevador desceu, pego o outro.
Pronto. Agora estou presa no elevador. Trinta minutos esperando o técnico.
O que fazer? Gritar? Espernear? Ter falta de ar? Desmaiar?
Sento no chão, checo meus emails pelo celular (o sinal está bom), abro meu livro que sempre carrego na bolsa e sigo pelos capítulos...
Passado o sufoco, me pego pensando qual o sentido disso tudo?
Aparentemente uma maré de azar das brabas...!
Mas também não deixa de ser uma metáfora. Vou tentar explicar.
Existem momentos na vida que nos sentimos exatamente assim: presos onde não gostaríamos de estar, de mãos atadas, impotentes quanto a nosso destino.
O impulso inicial é tentar resolver, apertar todos os botões, socar a porta.
Quando percebemos que nada surte efeito, o mais prudente é esperar, relaxar e aproveitar o momento, otimista de que o socorro logo virá.
Esses momentos quase sempre são precedidos de “baratas”.
E, inevitavelmente, determinados por nossas escolhas...
Se tivesse pego o outro elevador? Se fosse menos preguiçosa e tivesse descido pelas escadas? Se tivesse saído um pouquinho antes?
Se, se, se.
Não tenho resposta pros “ses”.
Só sei que quando saí do elevador, todos estavam chocados com a minha calma.
Serenidade diante do caos.
Paciência.
Namastê.

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