“A felicidade tem nome, vários, é colorida, saborosa, e cabe a nós escolhermos os ingredientes!”
Um “anônimo”me escreveu isso... Talvez tenha sido ditado pelo meu anjo da guarda, guia espiritual, qualquer nome que se queira dar.
O fato é por alguns instantes cheguei a achar a felicidade um sentimento remoto, intocável. Pequenos fatos do cotidiano que somados se multiplicam a quinta potência e podem levar um indivíduo a beira da loucura.
Infelicidade. Por que essa palavra me soa tão proibida?
Por que a infelicidade é tão ilegal?
Quase escuto uma vozinha falando com convicção: “- Ora pois, só os fracos e covardes são infelizes!”
Será?
Considero corajoso aquele que admite a própria infelicidade.
Todos fomos infelizes em algum (ou alguns) momento de nossas vidas. Então, por que tanto temor?
Me parece mais enriquecedor experimentá-la com peito aberto, então digerir e dizer adeus.
A tal infelicidade vem e nos lembra que os momentos felizes são preciosos, especiais, devem ser degustados com atenção.
Ela nos faz entender o valor da sua antítese, a felicidade. Algo como experimentar o prato mais delicioso após comer comida estragada.
Gulosa, faminta, já me delicio com o rodízio de felicidade que será servido no meu jantar...
Que seja arroz, feijão, bife e batata frita ou crème brûlèe
Tenho apetite de sobra pra todos os tipos de felicidade!
- Garçom da vida! Pode começar a servir!

A infelicidade visceral sem fim, 360o graus te recobrindo com névoa e tristeza, avassaladora. Você é pequeno perto dela, pois ela lhe permeia de tal maneira que não há dentro nem fora, só ela.
ResponderExcluirSabe o que é mais interessante, Alice? Ela termina. Você esquece o que é esperança, mas a danada faz jus a fama e não morre. Não enquanto seu espírito viver, não enquanto a carne e a vida ainda possuir algum sentido, por menor que seja.
A névoa se dissipa,a luz calor felicidade retorna.
Pelo menos foi assim para mim.
"Felicidade foi se embora
ResponderExcluirE a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora
A minha casa fica lá de traz do mundo
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
mas como é que a gente voa quando começa a pensar (...)"
Querido anônimo,
não sei que dor vc já passou... tb já tive minhas perdas... mas, engraçado... não acredito que já tenha passado por essa infelicidade visceral sem fim... talvez me considere abençoada por ter saude, familia e amigos que me amam... talvez enxergue na dor do outro, uma dor um zilhão maior que a minha... talvez tenha escolhido minha profissão pra, justamente, provar pra mim mesma que minha infelicidade é chinfrim, pequenininha, superável... talvez quando ela apareça pra mim, eu a vomite através das palavras e me lembre da minha casa e possa cantar e voar atraves do meu pensamento! talvez, talvez, talvez... Acho que mesmo no meio da névoa, a luz, o calor e a felicidade nunca faltaram pra mim... A felicidade e a infelicidade podem ser singelas, como essa canção...
Também gostei muitísssimo da gravura deste post, quando Asterix e Obelix comemoram o fim de mais uma aventura. Vc curte estes livros? Eu li todos! Abraço!
ResponderExcluirA-D-O-R-O! Qdo era criança frequentava a biblioteca do colegio só pra ficar horas me divertindo com Asterix e Obelix. Meu preferido sempre foi o Obelix... Bobão, guloso, desastrado... Ao mesmo tempo meigo, ingenuo e incrivelmente forte! Eu era apaixonada pelo Ideafix! Só curtia os livros que ele aparecia... Meu primeiro cachorro era muito parecido com ele, inclusive. Uma vez fiz minha mãe preparar javali pro jantar! Hihihi! Naquela época não era nada fácil achar javali pra vender...! Enfim, boas lembranças da infância... Essa cena da mesa é clássica. Também me inspira sentimentos felizes! Felicidade simples e gratuita!
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