segunda-feira, 9 de abril de 2012

"coisa nenhuma"

O silêncio que há em mim
espaço entre o sim e o não
um vácuo, uma presença
gato amoado no colchão

um suspiro que chega
e foge sem permissão
pula a janela, rouba os sonhos
sorri e chora, invasão

leva contigo minha células,
pedaços espalhados pelo chão
deixa o coração embriagado
e o resto, compaixão

palavras que pulam
como lágrimas
sem controle, nem intenção

Rima tola, vagabunda,
Sem graça e imaginação
Vai embora,
Deixa ela... a Alma viva e morta
As incertezas, as  idéias
O gato, o chão...

Deixa em paz a idéia
de um futuro sem solidão.

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