Uma estante cheia de livros.
Muitas cores, texturas, cheiros.
Meu lugar preferido da casa sempre foi a biblioteca.
Minha mãe, doutora nas letras, cultivava livros como quem cultiva flores.
Quando pequena gostava de olhar as capas e títulos e imaginar o que estaria escrito dentro...
Talvez por isso ainda hoje me sinta tão confortável em livrarias.
Passeio em seus corredores a procurar respostas, esperança e fantasia.
O tempo perde seu valor.
Queria tudo aquilo pra mim, cada página, cada letra, cada fotografia...
A biblioteca é como um templo.
Machados, Bandeiras, Amados...
Tenho até vergonha das rasuras que escrevo aqui.
Sinto vontade de gritar: “LEIAM!”
(e também compartilhem comigo dicas de boa leitura, que serão sempre bem vindas).

A gente tá lendo
ResponderExcluirJuju... Vc e Mel são minhas almas gêmeas no quesito amor pela arte, música, poesia, fotografia e... champanhe...! Um brinde a amizade poética e verdadeira!
ResponderExcluirOi Carol, continuo lendo e vendo suas incursões fotográficas. Depois te passo uns links de amigos que escrevem e fotografam. Hoje vai esta contribuição:
ResponderExcluir"Aconteceu comigo um acidente que, se eu contar, vai parecer ridículo.
Chamo de acidente porque o foi, e não destes incidentes domésticos.
Mas ainda em casa, deitado na cama, o quarto que meu pai projetara para mim
Era uma cama cercada de estantes de livros, embutidas, na cabeceira e em uma das laterais.
Do chão acima de um baú, até o teto, fomos ali compartilhando e arrumando nossos livros.
Era madrugada, quando o peso dos livros quebrou uma das prateleiras,
Justamente aquela que ficava por cima da minha cabeça.
Eu não entendia nada. Só recebi, um por um, os vinte e poucos volumes de uma antiga enciclopédia.
Na cabeça.
(...)
Quando pararam de cair e vi que estava tudo mais ou menos bem,
Levantei-me para ver o estrago.
Eu tinha sido batizado. Batizado à força naqueles livros queridos.
Nunca mais me esqueci disto, mas não passei a amar mais os livros que antes.
Eles, acho, é que se aproximaram mais de mim. E isto faz
Uma certa diferença, ainda mais quando a tecnologia torna este meu acidente
Quase anedótico, quase improvável,
Enfim, se fosse grave, seria uma morte solenemente desnecessária.
Isso eu tinha
Uns doze anos."
Poxa Leo, podia cair uma chuva de meteoritos de livros na cabeça das pessoas todos os dias...! Quem sabe assim o mundo não seria menos estupido, né? De certo seria uma morte improvável, mas literalmente poética! Apareça mais!bjs
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