sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CONSELHO


Uma estante cheia de livros.
Muitas cores, texturas, cheiros.
Meu lugar preferido da casa sempre foi a biblioteca.
Minha mãe, doutora nas letras, cultivava livros como quem cultiva flores.
Quando pequena gostava de olhar as capas e títulos e imaginar o que estaria escrito dentro...
Talvez por isso ainda hoje me sinta tão confortável em livrarias.
Passeio em seus corredores a procurar respostas, esperança e fantasia.
O tempo perde seu valor.
Queria tudo aquilo pra mim, cada página, cada letra, cada fotografia...
A biblioteca é como um templo.
Machados, Bandeiras, Amados...
Tenho até vergonha das rasuras que escrevo aqui.
Sinto vontade de gritar: “LEIAM!”
(e também compartilhem comigo dicas de boa leitura, que serão sempre bem vindas).

4 comentários:

  1. Juju... Vc e Mel são minhas almas gêmeas no quesito amor pela arte, música, poesia, fotografia e... champanhe...! Um brinde a amizade poética e verdadeira!

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  2. Leonardo Lopes - UERJ 199715 de março de 2012 às 21:28

    Oi Carol, continuo lendo e vendo suas incursões fotográficas. Depois te passo uns links de amigos que escrevem e fotografam. Hoje vai esta contribuição:

    "Aconteceu comigo um acidente que, se eu contar, vai parecer ridículo.
    Chamo de acidente porque o foi, e não destes incidentes domésticos.
    Mas ainda em casa, deitado na cama, o quarto que meu pai projetara para mim
    Era uma cama cercada de estantes de livros, embutidas, na cabeceira e em uma das laterais.
    Do chão acima de um baú, até o teto, fomos ali compartilhando e arrumando nossos livros.
    Era madrugada, quando o peso dos livros quebrou uma das prateleiras,
    Justamente aquela que ficava por cima da minha cabeça.
    Eu não entendia nada. Só recebi, um por um, os vinte e poucos volumes de uma antiga enciclopédia.
    Na cabeça.
    (...)
    Quando pararam de cair e vi que estava tudo mais ou menos bem,
    Levantei-me para ver o estrago.
    Eu tinha sido batizado. Batizado à força naqueles livros queridos.
    Nunca mais me esqueci disto, mas não passei a amar mais os livros que antes.
    Eles, acho, é que se aproximaram mais de mim. E isto faz
    Uma certa diferença, ainda mais quando a tecnologia torna este meu acidente
    Quase anedótico, quase improvável,
    Enfim, se fosse grave, seria uma morte solenemente desnecessária.
    Isso eu tinha
    Uns doze anos."

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    Respostas
    1. Poxa Leo, podia cair uma chuva de meteoritos de livros na cabeça das pessoas todos os dias...! Quem sabe assim o mundo não seria menos estupido, né? De certo seria uma morte improvável, mas literalmente poética! Apareça mais!bjs

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