"Quando olho uma criança ela me inspira dois sentimentos, ternura pelo que é, e respeito pelo que posso ser."
(Jean Piaget) Acho que já mencionei que ando faminta de ternura. Aquele sentimento rosa claro com coraçoezões gigantes estampados por todos os lados. Pode parecer piegas, mas pra mim não é...
Hoje senti meu coração atingido por um tsunami de ternura. Minha alma se desprende da Terra e flutua quando compartilho os séculos de vida de uma criança doente. Pode parecer triste (e é, certamente), mas não consigo detectar em mim sentimento mais puro do que o que sinto por elas. Compaixão, delicadeza, respeito e sim... Amor.
Beleza por trás do que é triste. Como a mãe que recebe a certeza que é amada pelo filho com a doença mais avançada, como a filha que pede silêncio à mãe pra orar antes de sentir a dor necessária, a filha de olhos verdes brilhantes e cara embolachada e a outra mãe ausente no aniversário da filha caçula tentando não parecer abalada.
Ternura, gentileza, sabedoria. Lições tão simples que podem ser ensinadas por uma criança...
Sinto muito Selton Melo, mas descobri que não somos aquilo que sabemos fazer de melhor. Somos aquilo que mais amamos ser.

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