Todos os bairros têm uma cor. Ipanema é amarelo, Leblon lilás, o Jardim Botânico é verde, a Lagoa azul, Bangu VERMELHO e o Flamengo laranja.
Estranho... Laranja? É laranja. Não sei bem porque, talvez por não ser uma cor unânime, que não agrada a todos. Na verdade é uma cor que passa bem despercebida na prática.
Mas sabe que depois de sonhar com o amarelo e o verde e experimentar o lilás e o azul, ando bem afinzinha do laranja? Aqui impera a normalidade. As pessoas são normais, não saíram de capas de revistas e não passam o dia inteiro como se tivessem acabado de sair do chuveiro. Há gente feia, há gente bonita, há gente nova, há gente velha.
Tudo se resolve em alguns quarteirões, as distâncias são curtas pra mim e o metrô (ai o metrô...!), adoro a sensação de liberdade de andar de metrô.
Me aproximo cada dia mais do Aterro e de sua história – o amor trágico e intenso de duas mulheres brilhantes... E considero uma honra dar “Bom dia” todas as manhãs pro Cristo olhando pra enseada...
Acolhimento, é isso que sinto aqui. Sei que tudo isso faz parte de um movimento meu de “descomplicação” da vida. Quero mesmo torná-la mais simples. Simplinha, simplória, simplesmente simples.

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