A sala limpa, decoração clássica, livros, pinturas na parede e... o divã. Claro, o divã. Com sua almofadinha, o estofado perfeito, a vista privilegiada.
Imagine o clima formal, reflexivo, a conversa e as pausas.
De repente, a sessão culmina em gargalhadas.
Você já imaginou a sensação de ouvir sua terapeuta rir, com vontade, dos seus pensamentos mais íntimos?
De uma hora pra outra, todas aquelas associações neuróticas, imagens, sonhos e metáforas se tornam simplesmente engraçadas. Até um pouco ridículas.
Mais leve, sem o peso das minhas desgraças mentais, pude rir de mim também.
Rir emagrece a alma.
Rir cura.
Rir de si mesmo abre portas antes trancadas a sete chaves.
Perceber o quanto somos ridículos pode ser libertador.
Somos ridículos quando agimos como crianças mimadas, dramáticas, desesperadas...
Atores de comédia protagonizando um drama.
Papéis trocados, inadequados.
Quem sabe o espelho não ajude resolver essa inversão que criamos diante de nós mesmos?
Terapia do riso, literalmente.

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